16 de abril de 2013

Desafio à Leitura


Os que ao longo destes dois meses passearam com mais atenção neste blog, terão percebido que tenho uma relação visceral com a leitura, e por consequência com os livros. (Os mais distraídos, puderam talvez percebê-lo graficamente.) Falo em leitura genericamente, pois todos os dias tenho que acalmar esta ânsia de conhecimento que me consome, e por vezes só há tempo para uma visualização diagonal de algumas páginas. Quando os minutos estão contados, contento-me com a leitura de um ou dois artigos da Revista Sábado, a qual adquiro religiosa e semanalmente. Quando o tempo o permite, mergulho nos livros com toda a minha atenção e devoção. Sou a favor da monogamia no que aos livros diz respeito; quer isto dizer que nunca leio mais do que um título de cada vez. De um modo geral o livro e as personagens consomem todos os meus sentidos, pelo que me permito apenas um título de cada vez. (E sempre fiquei fascinada ao olhar para a mesa-de-cabeceira do J., onde se acumulam sempre 4 ou 5 livros, cuja leitura ele consegue fazer no mesmo espaço temporal, sem se deixar atropelar por confusões ou desarrumações de narrativas.)

Posto isto, já estava há imenso tempo em falta com a resposta àquele que foi o primeiro (e único, até à data) selo / desafio deste blog. Ainda em Março a Vivi do Esqueci-me de Viver lançou-me neste repto à leitura, e porque entretanto outros temas e assuntos se sobrepuseram, vim hoje responder ao mesmo.


Responder ao desafio é a parte mais fácil. Difícil foi seleccionar o título de sugestão. Assim, para não ferir as minhas susceptibilidades, decidi mencionar (e por consequência, sugerir) o título que estou a reler no momento (um dos meus favoritos de sempre) e aquele que eu arrisco apontar como o favorito (digo “arriscar”, porque os livros são como os amigos: cada um tem alguma coisa de especial, e quando seleccionamos aquele a quem queremos chamar de “melhor”, de certo modo estamos a relegar para segundo plano outros que são também muiiiiiito bons).

O do momento:
«A insustentável leveza do ser» -- Milan Kundera, Edições Dom Quixote.


Kundera escreveu este romance com uma intenção crítica: a imposição do kitsch. Segundo ele, o kitsh arruína a arte porque lhe confere uma falsa ideia de perfeição. E todos os sistemas e esferas, mesmo a arte, têm aspectos negativos que não podem, nem devem, ser omitidos. A minha personagem favorita é Sabina: complexa e inconformista, tem a sua própria noção de alguns dos léxicos sociais, e recusa-se a fazer parte de uma maioria não indagadora. Acima de tudo esta narrativa pretende focar-se na necessidade que todos temos de nos inserirmos num grupo, numa sociedade, levando a que muitas vezes nos esqueçamos dos nossos próprios intuitos e vontades em prol dessa necessidade de inserção. Perfeito para o momento em que me encontro.

“O tal”:
«As velas ardem até ao fim» -- Sándor Márai, Edições Dom Quixote


Esta história tem dois narradores diferentes, mas ambos igualmente interessantes, com o poder de nos manter agarrados à acção, que é sobretudo emocional. Talvez seja isto que eu mais gosto neste título. O segundo narrador é concomitantemente protagonista da história, e tem um discurso muito introspectivo, fazendo inúmeros flashbacks para nos inteirar do porquê de um jantar à luz das velas tornar tão sombria uma existência física tão nobre, num palácio perdido no meio da floresta. Este livro é um verdadeiro tratado de psicanálise, a fazer lembrar muitas teorias freudianas. No final ficamos sem saber com que protagonistas nos identificamos, pois todos têm inúmeras nuances que atropelam as várias alçadas sobre as quais todos somos construídos. Não revelo muito mais, mas estas páginas consumir-vos-ão até ao tutano, tal como o fogo consome as velas que iluminam a narrativa.


Agora queria lançar o mesmo repto a algumas pessoas. Este selo / desafio tem algumas regras, que passo a transcrever:

* Referir quem nos indicou.
* Escolher 10 blogues a quem passar este selo.
* É expressamente proibido levar o selo sem convite.
* Avisar os blogues que foram convidados.

E porque eu não posso passar o selo a toda a gente, fiquei com vontade de o entregar…
…à Rachelet (Sei que és devoradora de livros, e pelo teu carácter megalómano, aposto que as sugestões serão igualmente grandiosas.)
…ao Ice Truck Killer (Porque já percebi que percebe carradas desta coisa de livros, e eu gostava de saber para que géneros se inclina.)
…ao Diogo (Os teus leitores sabem quais os livros na tua cabeceiras. Mas… qual é “o tal”?)
…à Wallis (Porque gostava de saber o que te prende aos livros para lá de Saramago. E porque ainda por cima não páro de pensar no teu comentário que insinuava a criação de um Clube de Leitura.)
…à Ana  (O que lês quando estás sozinha nos quartos de hotéis por esse mundo fora?)
...ao Mustache (Porque aposto que haverá muita filosofia na tua sugestão.)

[Peço desculpa aos que não visei como destinatários(as) deste desafio. Mas se se sentirem impelidos a isso, utilizem a caixa de comentários para me(nos) falar dos vossos títulos de eleição.]

I didn’t translate this post because it consists in a challenge to some Portuguese bloggers. Please come back again another day. Thank you. .¸¸.*

58 comentários:

  1. R., a ver se eu percebi :)
    Como me passaste o selo, eu agora tenho que sugerir um livro, e indicar qual o livro que é para mim, o de eleição?..
    E depois, continuar esta corrente, passando o selo a outras pessoas, right?
    Só não sei se tenho tantas pessoas, mas passarei aos que achar que merecem.. :)

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    1. Mustache, não tem tanto a ver com o número de pessoas a que passas o dito selo / desafio. O que se procura são as sugestões e a partilha. ;-)

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  2. Eu sou a favor da monogamia no que diz respeito a outra área, mas à dos livros consigo ler mais do que um ao mesmo tempo.

    Eu também adoro ler sejam livros de ficção ou não ficção. Sejam livros físicos ou digitais. Sejam livros de 100 páginas ou de 500 páginas.

    Na semana passada acabei de ler "O Monte dos Vendavais" de Emily Brontë e neste momento estou a reler "O Mundo é Fácil" de Gonçalo Cadilhe.

    Os próximos? Tenho alguns/vários na minha estante e no meu kindle à minha espera.

    Sigo vários booktubers estrangeiros e nacionais (comunidade de leitores que fazem vídeos no Youtube sobre livros). Sou um pouco viciada em ver os vídeos de compras e coleções e resenhas e...

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    1. Não te adivinhava tão leitora, Christelle. Há só uma coisa que me separa: eu gosto muiiito de sentir os livros, de os cheirar. Gosto imenso ainda do suporte tradicional, em detrimento do digital. Das irmãs Brontë só li a Charlotte. E por acaso até sei que o Wuthering Heights é um excelente livro. Só ainda não chegou à sua vez.

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  3. Eu adoro livros, desde o cheiro ao toque, pelo que dificilmente me renderei à coisa digital. Eu já publiquei este desafio, e sempre bom conhecer os gostos literários das outras pessoas.

    Eu li "A insustentável leveza do ser" do Milan Kundera há muito tempo. Não me lembro bem do livro mas lembro-me bem do filme, com o excelente Daniel Day-Lewis. Depois de "A insustentável leveza do ser" tentei ler "A imortalidade" e não consegui... Depois d uma fase 'contra' autores do leste, fiz as pazes com o livro "O escritor-fantasma" do sérvio Zoran Živković - uma delícia!

    [eu também sou monogâmica na leitura, mas a minha progenitora é bígama e por vezes polígama!]

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    1. A propósito do suporte, acabei de falar disso em cima: também prefiro o tradicional. :-)
      Gostei imenso da Imortalidade, mas não tanto como o título que sugeri do autor. Tenho ideia que já me aconselharam Živković, mas nunca li. Que título apontarias?

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  4. Também não consigo ler mais do que um livro ao mesmo tempo. Se demoro mais de 2 dias num romance, fico logo com medo de perder o fio à meada, quanto mais meter outros livros pelo meio. Sou monogâmica em tudo - não pela virtude, mas por receio de meter os pés pelas mãos.

    Quanto ao bitaite megalómano, estás a confundir-me com o meu cão!

    Porque sou moça de Letras, que das Letras vive e que diariamente as consome, sou exactamente a pessoa menos propícia a este desafio. *Detesto* que me ofereçam livros (e filmes e discos) justamente porque há 99% de probabilidade de eu não adorar tudo, do início ao fim. E como eu só tenho livros que preencham esse requisito, só possuo 3 romances na minha «biblioteca»: Os Maias, Cem anos de solidão e La vie devant soi.

    Fora esses e até aqui, tudo o que li (actualmente, leio uns 30-35 romances por ano; os tempos de faculdade já lá vão!) tem-se classificado como «mau», «meh», «bonzinho mas não chega» e «a ideia é gira mas falta ali qualquer coisa».

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    1. A poligamia dá trabalho, conclui-se. :-P E eu não confundo Raquéis com Sebastiões. Eu disse "carácter megalómano" -- "escolhas grandiosas". Tem muito que ver com aquilo que é um notório nível de exigência que eu sei que manténs em tudo (estilo de vida, música, livros...). Safei-me? ;-)
      Agora a sério: até podes não fazer esta coisa de publicares o desafio deste modo no blog. Mas, por exemplo, porque não fazes uma review do "La vie devant soi", presumindo que os outros são mais conhecidos, que já lemos (eu já li)? Qual o título em Português? Gosto de ler no original, but I don't do French.

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    2. Não sei se está publicado em PT. Sobre o autor do La vie devant soi e um resumo do que penso sobre o livro, tens aqui nos comentários. :)

      (Sorry, I don't do selos...)

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    3. Calculei que não o fizesses, mas valeu a pena tentar, até porque já ganhei uma sugestão da qual não duvido da qualidade.

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  5. Ah pois, bem me estava a parecer que isto dia dar em clube de leitura ou coisa parecida. Eu não percebo nada de selos e respectivas regras... é para fazer no meu blog? Se calhar é mais fácil aqui, não sei. Também nunca consegui ler mais de um ao mesmo tempo, mesmo que implique engonhar. Tal como a Rachelet, é receio de perder o fio à meada.
    Infelizmente, tenho-me dedicado a ler coisas mais técnicas, pelo que a leitura de literatura por puro prazer tem ficado um pouco para trás. No topo dos meus preferidos está o Saramago, sim. Por coisas simples, subtis, que chegaram ao coração :)

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    1. Vamos fazer o Clube de Leitura, vamos? :-D
      Quanto ao desafio, tal como disse à Rachelet, até podes não publicar como eu o fiz. Mas podes partilhar um título qualquer. Mas o verdadeiro desafio era que sugerisses algo "fora" de Saramago. Porque dele já sei quais são as tuas eleições. ;-)

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  6. Já li "A insustentável leveza do ser", tenho mesmo de ler "As velas ardem até ao fim", esta ânsia também me consome.

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    1. É tãããããããão bom. Para lá de extraordinário.

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  7. Tenho que ser um de cada vez se não nada feito*

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    1. Como se concluiu em cima, a poligamia dá trabalho. :-P

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  8. Eu e o Kundera temos um problema :) Já li este livro umas 3 vezes, já li o livro do riso e do esquecimento, a imortalidade ... mas não consigo gostar da escrita deste grande senhor da literatura. Uma gafe minha? :) não, é apenas um gosto :))

    Já o outro livro, tenho que o ler ...

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    1. Do Riso e do Esquecimento: grande falha minha. Imortalidade gostei, mas não comparo com a Insustentável Leveza do Ser. Talvez porque me identifique mais com duas das personagens deste.
      Se gostas de ler, sim!, o de Marái é para não perder.

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    1. Obrigada, Neuza. Oportunamente devolvo a visita.

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  10. Não conheço nenehum desses livro, mas o segundo despertou-me curiosidade!!!
    Já tinha respondido esse desafio...

    Parabens pelos dois meses, e obrigada pela menção honrosa! É um prazer ter-te como companheira da blogoesfera!!!

    Bjxxx

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  11. As velas ardem até ao fim é dos melhores livros de sempre. Tenho uma interpretação muito particular desse livro. Uma vez numa tertúlia literária o moderador queria-me "bater" porque achava que aquilo que eu retirei do livro, não era a verdade do livro. Em boa verdade, tudo o que esse moderador nos ensinou nesse dia - sim, porque era um moderador demasiado participativo- estava chapado na net. Acho que o moderador nunca tinha lido o livro. Eu, já o tinha lida mais do que uma vez e li-o uns dias antes dessa tertúlia. É obvio que cada vez que o leio, estou retirar mais e mais. Vale a pena discutir um livro sem ser desprovido de todas as análises, e consultas de artigos sobre o mesmo? Afinal, para que vale a nossa interpretação? Isto fugiu um pouco à questão, mas já agora recomendo muito esse livro. É um livro belíssimo de um autor enorme.

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    1. Que bom que conheces e partilhas o gosto d'"As velas ardem até ao fim". Qual é a tal interpretação que quase merecia uma sova? Fiquei curiosa. Um dia destes também vou relê-lo pela terceira vez. Nem sou de reler, só os que gosto mesmo muito. Mas antes da releitura, tenho de "roubar" ao J. um novo título do mesmo autor: «A Ilha». Também já leste? E «Divórcio em Buda»?

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    2. Não poderia estar aqui a falar disso, pois seria muito vago. Além disso estragaria a leitura a quem o quer ler- já vi que há muita gente para aí que o quer fazer. Quando algumas pessoas o tiverem lido podíamos trocar impressões. Se recorrer à net...eheh

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  12. Eu também sou completamente a favor da monogamia literária :D

    Em relação a esses dois livros: o primeiro já o li, gostei muito, embora tenha tido alguma dificuldade em ambientar-me ao tipo de escrita. O segundo está ali na estante, em fila de espera. Neste momento a ler José Rodrigues dos Santos.

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    1. Não te conheço bem, start, e na minha opinião, ou se gosta muito, ou não se gosta, de Marái. É muito denso; como disse é um verdadeiro tratado de psicanálise, porque o enredo é sobretudo emocional. Se um dia escrevesse um livro, gostava que fosse assim.

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  13. Tenho os dois para ler, ainda que do primeiro conheça vários excertos. Neste momento nado a ler Gabriel Garcia Marquez.

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  14. Eu gostava de ler mais mas ultimamente não tenho grande vontade...

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    1. Penso que é normal. Como em tudo na vida, de vez em quando esfria, para esquentar logo a seguir.

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  15. Conheço o primeiro, não segundo. Comecei a ler "An afternoon walk" de Dorothy Eden, mas parei porque não ando com cabeça para me concentrar em nada de momento, mas tenho de o acabar, porque tem suspense e é um livro pequeno. Só não sei quando.
    Eu já me custo a concentrar num livro, imagina se tentasse mais que um...

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    1. Oh Laura, a meio do dia dei comigo a pensar que foi uma grande falha não te incluir no desafio. Por isso ainda bem que partilhaste uma sugestão aqui. Nunca ouvi falar dessa tal Dorothy. Que me sabes dizer dela?
      Quanto à cabeça, também sou igual. Quando estou com alguma coisa a ocupar-me a mente, até posso ler, mas é como se não o estivesse a fazer.

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    2. Ah, não, não foi falha nenhuma porque eu até nem teria para quem enviar também o desafio, os meus seguidores nem chegam aos dez, e desses dez apenas duas pessoas aceitariam um desafio deste tipo, por outro lado também não sigo quase ninguém. E ando sem tempo para nada. Portanto acho que escolheste as pessoas muito bem.
      Quanto à Dorothy não te posso dizer grande coisa porque é o primeiro livro de um grupo de autores em língua inglesa que mantive dentro de um caixote até há pouco tempo...Só sei que escreveu pequenas novelas e nasceu na N. Zelândia. Não sei mais nada dela, tenho depois (se o livro realmente me agradar), de investigar se existe alguma coisa dela publicada em Portugal.

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  16. Eu também não consigo ler mais do que um ao mesmo tempo. Gosto de me dedicar a apenas um de cada vez! Conheço o segundo mas nunca o li. Tenho curiosidade, verdade seja dita. O segundo não conhecia mas também me parece ser interessante :)

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    1. Olá, Blackbird. "As velas ardem até ao fim" é um portento. Mas é duro emocionalmente. Estou sempre atenta aos livros que lês, e não sei se se vai encaixar nos teus gostos. Mas experimenta, e depois diz.

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  17. Cá estou outra vez.
    Faltou dizer que eu li A Insustentável Leveza do Ser mas do mesmo autor preferi A Vida Não é Aqui e a Imortalidade.
    Diz que é uma espécie de desafio à leitura, portanto sugiro os dois livros que me ocorreram quando li o post:
    - História do Cerco de Lisboa (Saramago), porque tem duas histórias de amor, uma das quais do tempo em que ainda não se sabia muito bem o que era o amor (é mais ou menos isto que o Saramago diz) + uma questão paralela, de como poderia o rumo das coisas ser completamente diferente se se usasse a palavra "não" (para quem gosta de história, também) E porque tem aquele toque do Saramago, a profundidade nas pequenas coisas.
    - Servidão Humana (Somerset Maugham), porque é uma história onde queremos entrar. É sobre o pior e o melhor nas relações humanas. Tem 500 e tal páginas mas não me entediou nem por 1 minuto.
    Prontinho.

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    1. Acabaste de sugerir um dos livros da vida do J. Tenho ali na imensa biblioteca, mas faz parte dos títulos que não li. Do Maugham só li Véu Pintado, e gostei muito. Também tem muito da emotividade interior que me faz prender na escrita de Marái. Se calhar vou aproveitar o repto para ser um dos títulos a ler a seguir.

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    2. ok, só agora vi as tuas respostas. Por acaso, também gosto muito muito dos dois primeiros que a Rachelet citou (o 3º também tenho, em francês, e espero ler em breve). Pena que não leias em francês, também tinha uns bons a sugerir. Acabei por citar Saramago, mas em alternativa vou dar o Luís Sepúlveda:
      -O velho que lia romances de amor
      -Patagónia express
      (é só um cheirinho. No geral, gosto muito do que escreve)

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    3. Já fui fã de Luís Sepúlveda e lia tudo dele. Esses dois inclusive. Aliás, a «História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar» está entre os meus livros favoritos. Gosto de pequenos livros disfarçados com infantilidade, mas que são óptimas fábulas para adultos. Fui detida por este ímpeto de consumir Sepúlveda quando comecei a reconhecer demasiado comunismo nas páginas, como por exemplo em «O poder dos sonhos». :-((

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  18. Eu dantes era totalmente poligâmica (chegava aos três!). Hoje em diz, infelizmente, dada a quantidade de coisas técnicas que tenho de ler/estudar e o pouco tempo que me resta para a "outra" literatura, rendi-me à monogamia. Ando para ler A Insustentável Leveza do Ser há séculos! Vou ficar atenta às sugestões :)

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    1. Ui, ui. Detesto ler livros técnicos, sabias? Se a minha vida dependesse disso, eu morria. :-P Por isso boa sorte.

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  19. Obrigada pelo convite! Desafio aceite :) Eu também mantenho uma relação monogâmica com os livros. Prometo responder até ao fim-de-semana :)

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    1. Sem pressas, Ana. Ainda bem que gostaste. ;-)

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  20. A insustentável leveza do ser - talvez dos melhores que li!

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  21. Olá... indiquei-te no meu blog para um desafio :)

    Bjxxx

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  22. Os que mencionaste não conheço mas adoro ler, apesar de agora não ter muito tempo disponível para tal :/

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  23. Eu adoro ler, não conheço nenhum dos livros, mas é sempre bom saber títulos de livros para ler =)

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    1. Sou suspeita, mas penso que são boas sugestões para desenferrujar o vício.

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  24. Eu também só consigo ler um livro de cada vez, até porque sou um pouco preguiçosa para ler.

    http://deverasoriginal.blogspot.pt/

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    1. Comigo não tem a ver com preguiça, mas com entrega.

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  25. Um livro, bastante pequeno por sinal, aparece-me na cabeça "n" vezes.
    Apologia de Sócrates. Porque tenho a Filosofia como tema favorito.
    Neste livro está a patente a pureza das nossas convicções, defendemos aquilo que realmente pensamos e não o que nos convém. Exercício complicado, ainda para mais numa sociedade como a qual vivemos actualmente, muito ligada ao marketing e à venda, inclusive de ideias. O dinheiro e a ânsia que notem em nós só nos trazem problemas. Vá não me adianto mais porque não tarda estou no facebook e não vale a pena,prometi que o não achincalhava mais.

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    1. De Platão, né, Diogo? Acho que tenho o título lá em cima. Como está tudo organizado, é fácil de encontrar. Vou levar em linha de conta, até porque a temática importa-me particularmente. Foste ao FB? :-P

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